domingo, outubro 28, 2007

Leonardo da Vinci - O Génio

No dia 2 de Novembro de 2007, duas turmas do 8.º ano da nossa Escola irão visitar a exposição Leonardo da Vinci - O génio, que está patente no Pavilhão Rosa Mota, no Porto.

Segundo a organização da exposição, trata-se de uma mostra de dezenas de modelos, em tamanho real, construídos a partir dos desenhos de Leonardo da Vinci, como são exemplos a Bicicleta, o Submarino, o protótipo do Helicóptero ou o Quarto de Espelhos.

A exposição, já considerada uma das melhores a nível mundial, do momento, conta igualmente com reproduções das dez mais famosas pinturas do mestre, em tamanho real, assim como cópias de manuscritos, desenhos e anotações, o que permite, por exemplo, admirar o surgimento da perspectiva e detalhes dos planos de fundo em obras como a “Mona Lisa” e a “Última Ceia”.

Dividida em vários sectores: Máquinas Civis, Máquinas Terrestres, Máquinas de Guerra, Máquinas Aquáticas, Anatomia – Estudos, Arte e Máquinas de Voo; a mostra retrata as diversas facetas de um dos grandes génios da Humanidade.

Em paralelo, e para que o o público viva intensamente esta experiência, haverá ainda a oportunidade de assistir a um documentário sobre o autor e a sua obra, bem como realizar o baptismo de voo num balão de ar quente.

Todos os trabalhos presentes foram concebidos na Itália, por um grupo de artesãos e especialistas europeus coordenados por Modesto Veccia, presidente da Anthropos Foundation e referência mundial na pesquisa do legado “davinciano”."

“Leonardo da Vinci – O Génio” já viajou por vários países, tais como Rússia, Brasil e Estados Unidos, contudo é aqui no Porto, que se torna a maior exposição de todos os tempos, ao incluir diversas peças de da Vinci à escala real.

A exposição estará patente até 27 de Janeiro de 2008, todos os dias, entre as 10h00 e as 22h00, encerrando somente nos dias de Natal e de Ano Novo.

Objectivo 2012, ano 1

Com a designação para Capital Europeia da Cultura de 2012, a Cidade de Guimarães vê-se coloca-se perante um dos maiores desafios da sua história, para o qual se impõe um trabalho de motivação, preparação e formação que terá de ser iniciado desde já, no qual a Escola irá, necessariamente, desempenhar um papel fundamental.

Na decisão de 26 de Julho de 2006 do Parlamento Europeu e do Conselho (PE-CONS 3611/06), que institui a acção comunitária de apoio à manifestação designada por Capital Europeia da Cultura para os anos 2007 a 2019, na parte em que se refere à Cidades e Cidadãos, indica-se que o programa a desenvolver deverá ter como objectivos:

a) Promover a participação dos cidadãos que vivem na cidade e arredores, suscitando o seu interesse, bem como o interesse de cidadãos de outros países;

b) Ser sustentável e integrar-se no desenvolvimento cultural e social da cidade a longo prazo.

Neste contexto, o Agrupamento de Escolas Egas Moniz, ciente da sua responsabilidade educativa, cultural e social e do papel que também lhe cabe na formação de públicos e de agentes das diversas manifestações culturais, entendeu lançar o projecto Objectivo 2012, dirigido a toda a comunidade escolar, com o propósito de aprofundar o conhecimento da realidade histórica, patrimonial e cultural de Guimarães e da sua região, valorizando a diversidade presente na nossa identidade local e destacando os aspectos que a enquadram no espaço comum da cultura europeia.

No ano lectivo de 2007/2008, o tema proposto para este projecto tem como principal propósito aprofundar o conhecimento do património da Cidade de Guimarães (ruas, praças, casas, monumentos…), passando além da sua dimensão física, propiciando a (re)descoberta de uma cidade com história própria e com gente dentro, onde em cada pedra se encontram as marcas do tempo e em cada pessoa se encontra uma história de vida. A ideia é abordar do património indo um pouco para lá do granito, (re)valorizando a dimensão humana da cidade.

O que se propõe é que os alunos sejam motivados para desenvolverem, nomeadamente na Área de Projecto, trabalhos de pesquisa e conhecimento da cidade e do seu património. Para o efeito, o território da cidade, circunscrito à malha urbana do centro histórico e espaços confinantes, será dividida em zonas. Cada turma envolvida poderá tratar de uma (ou mais do que uma) dessas zonas, de modo a que, no final do ano, se encaixem como as peças de um puzzle que permita o conhecimento, em simultâneo, do todo e das partes que o compõem. Entre os aspectos que poderão ser tratados, contam-se a história das ruas e das praças, a sua toponímia, antiga e actual, descobrindo porque é que os sítios têm aqueles nomes, os edifícios que lá se encontram, as actividades desenvolvidas em cada lugar, as pessoas que lá moram, as tradições que se contam, etc. Para cada área a trabalhar será disponibilizada uma listagem de bibliografia e outros materiais de trabalhos eventualmente úteis, além do acompanhamento científico, sempre que se entenda necessário.

Os resultados a apresentar por cada turma poderão assumir as mais diferentes formas e suportes (mais importante do que o produto final a concretizar, será o conhecimento obtido por cada um dos participantes como resultado deste projecto). No entanto, fará sentido realizar algo que dê visibilidade ao conjunto do trabalho realizado. Por exemplo, um roteiro da cidade, uma publicação, uma exposição, etc.

Nesta iniciativa, contaremos com a colaboração das entidades ligadas ao turismo e dos museus da cidade.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Pobreza Zero

Ainda há, no planeta que nos coube, gente que acredita em causas. Ainda há, neste planeta azul, que, diz o meu filho de 5 anos, devia ter outro nome, pessoas que se preocupam com os outros. Ainda existem, neste mundo que é o nosso e que, nós todos, tão mal tratamos, visionários da esperança que lutam para que o futuro seja outro, melhor, mais solidário, mais limpo, menos pobre, com menor mortalidade infantil, com água potável para todos, com escolas onde se possa aprender e ter mais oportunidades de viver uma vida mais digna e, se possível, mais feliz.

Esses que pensaram propor 8 grandes objectivos de desenvolvimento para o nosso milénio e, através de várias iniciativas, atingi-los, entenderam que o primeiro fosse a luta contra a pobreza – e vocês nem imaginam quantos pobres há no mundo e eu apenas tenho uma pequena ideia! O Agrupamento de Escolas Egas Moniz entendeu colaborar na iniciativa de uma forma singela, mas ao nosso alcance: vender 800 pulseiras brancas – símbolo desta causa – e enviar o dinheiro (800 euros, se AS VENDERMOS TODAS!) para a organização a que se associaram organizações como a Amnistia Internacional, a Oikos, a Quercus, os Médicos do Mundo.

O dia 17 de Outubro será assim o Dia Mundial Contra a Pobreza. A proposta que vos faço é simples: colaborem na iniciativa da escola e do agrupamento, e mais importante, não desperdicem nada e procurem ajudar aqueles que ao vosso lado têm necessidade.
Mais informações: www.PobrezaZero.org

José Manuel Louro – Biblioteca da Escola Egas Moniz

quinta-feira, outubro 18, 2007

Esperança


Tenho a meu favor,
O brilho dos teus olhos,
Meu amor!

Tenho a meu favor,
As tuas mãos claras e sinceras,
Meu amor!

Tenho a meu favor,
Os teus ternos braços
Que me dão abraços,
meu amor!

José M. S. Louro

domingo, junho 24, 2007

Correio do Dom Egas: Felicitações

Venho por este meio (re)felicitar os vencedores da etapa Nacional das Olimpíadas da Física, Cláudia Rafaela Pinto, João Casimiro e Pedro Filipe, do 9º ano de escolaridade. Para além de boa cabeça, também são muito simpáticos, como pude constatar depois de conviver com os referidos alunos durante o dia da realização das provas e no hotel de estadia. Espero que não desvalorizem o génio destes alunos, apesar de este ser o último ano que eles frequentarão na vossa escola.

Obrigado por vossa atenção e continuem o bom trabalho.

Simão Fernandes Correia

P.S.: Eles que se atrevam a não participar nas Olimpíadas da Física no 11.º ano!

quarta-feira, junho 20, 2007

Andando à volta de mim…

Estou suspirando a volta de um tema que se espera inteligente, interessante e de tal maneira surpreendente que todos ficassem tocados pela magia das palavras. Sim, porque eu acredito que a escrita tem um poder invisível, actua na mente e na memória colectiva, pode ser um instrumento de dominação ou transformada num instrumento de fraternidade…

A palavra tem histórias para contar, mas como não sou escritora, talvez (permita-me!), por momentos escrevente pretendo por entre o ruído e a pressa do quotidiano parar e lembrar que “…cada vez mais perdemos o ofício de pensar…”, usando as palavras do nosso Prémio Nobel, José Saramago.

Reparai! Estamos cercados pelos grandes dramas das capas das revistas, pela dor e sofrimento das derrotas da águia, do leão ou do dragão, no final de domingo; pelas infelicidades das princesas Lectizias, ou outras que não o sendo gostariam de o ser… e assim construímos fundamentos para o nosso mundo cujo horizonte não ultrapassa a família e os nossos amigos, esquecendo que um dia já adormecemos com a sensação de termos mudado o Mundo.

“Andando à volta de mim…” é, pois, um não tema que desejo multiplique a conversa, alargue ao Mundo os problemas que de tão globais parecem só nossos, deixando o nosso lugar no mirante, pois o desânimo é quase sempre uma rendição.

Pais, Professores, Funcionários, enquanto educadores, somos modelos. Ninguém é inocente. Não somos impunes, temos responsabilidades partilhadas nas conquistas e na construção dos projectos de vida dos nossos jovens.

A Escola, enquanto espaço de aprendizagens, de encontros, de partilha de saberes, deve ser um grito numa sociedade onde o Homem se recuse a ser miserável, resignado e infeliz!!

A Presidente do Conselho Executivo,
Bernardina Maria Santos Cardoso

quarta-feira, junho 06, 2007

Dia 5 de Junho: Dia Mundial do Ambiente

Foto: Eduardo Brito

Para assinalar a passagem do centenário do abastecimento público a Guimarães e assinalar o Dia Mundial do Ambiente, a Vimágua, Empresa de Água e Saneamento de Guimarães e Vizela, E.I.M. em parceria com a Sociedade Martins Sarmento e com a colaboração de investigadores da Universidade do Minho, apresentou um estudo da história do acesso à água e da evolução dos sistemas de abastecimento público no território abrangido pelos actuais municípios de Guimarães e Vizela, concretizado na edição do livro ”Mãe d’Água – Centenário do Abastecimento Público em Guimarães”, uma obra com alcance científico e qualidade gráfica assinalável. Esta obra foi coordenada por António Amaro das Neves, professor da nossa escola.

Água e "água-vai" de há 100 anos

Como era feito o abastecimento de água a Guimarães há 100 anos? E de que forma era tratado o saneamento? A resposta a estas e outras perguntas constam do livro que assinala o centenário do abastecimento público a Guimarães, que é lançado, hoje, no Centro Cultural de Vila Flor, por iniciativa da Vimágua, Empresa de Água e Saneamento de Guimarães e Vizela.

Há cem anos, percorrer as ruas de Guimarães seria uma experiência "tão surpreendente, quanto desagradável", escreve Amaro das Neves na introdução. "Dejectos despejados nas ruas, detritos amontoados. Pela via pública circulavam cavalos, bois, cães, porcos, aves de capoeira. Não havia sistema de saneamento público, nem nada que pudesse ser comparado a um sistema de recolha de lixos. As pessoas livravam-se das águas lixosas que produziam em casa lançando-as directamente para a rua, com o aviso prévio, três vezes repetido, do água-vai. Os transeuntes tinham que se precaver para não calcarem as imundícies. Quando o calor começava a apertar, as nuvens de moscas enxameavam o ambiente".

As casas, recorda Amaro das Neves, não tinham qualquer espaço destinado a banhos. "As retretes, quando existiam, seriam no exterior. Havia, certamente, recurso a bacias e penicos, que eram despejados no quintal ou directamente na rua, uma vez que o ritual do "água vai" esteve em uso em Guimarães até a segunda metade do século XIX".

O livro "Mãe d´Água", parte de um projecto desenvolvido em parceria com a Sociedade Martins Sarmento e Universidade do Minho (UM), é um estudo da história do acesso à água e da evolução dos sistemas de abastecimento público nos municípios de Guimarães e Vizela. Percorre os diversos momentos que marcaram o abastecimento de água aos dois municípios desde os primórdios até à criação da Vimágua.

No caso de Guimarães, nota Amaro das Neves, nessa altura, o abastecimento de água não era, ainda, uma das principais fontes de despesa do município – consumia um vigésimo das suas receitas, ou seja, "tanto para assegurar que a população pudesse dispor de água potável como com a conservação do relógio da Câmara".


Joaquim Forte (in Jornal de Notícias, 2007-06-05)

quarta-feira, maio 23, 2007

Visita de Estudo ao Museu de Alberto Sampaio



Às dez horas da manhã

Visitámos o Museu

Vimos um Teatro

Que muito me comoveu.





Estava tão bem feito

Que parecia real

Aquela hora e meia

Foi mesmo fenomenal.


O primeiro teatro

Era sobre D. João

A personagem mais cómica

Era o guarda do patrão.


Essa personagem divertida

Adorava beber

D. Lourenço queria entrar

E com tinto o convenceu.


Depois desse teatro

Fomos ver o loudel

Estava todo cosido

Com um lindo cordel.


O segundo teatro

Foi mesmo para divertir.

Tinha um cómico morcego

Que só me fazia rir.


Essa estranha personagem

Tinha uma voz esquisita

Era amigo da Roberta

Uma menina bonita.


E no fim disto tudo

Voltámos para a Escola

Não vínhamos cansados

Pois não tínhamos a sacola.


Foi uma linda manhã

Que passou a correr

Vai ser um dia

Que jamais vou esquecer.


Ana Oliveira, 6º B

segunda-feira, maio 21, 2007

OFICINA DE ESCRITA - 9º C

No âmbito do projecto “Artes na Escola”, a turma C do 9ºano participou, no passado dia 17 de Abril, numa Oficina de Escrita, dinamizada pelo poeta Paulo Teixeira. Tal actividade teve como objectivo desenvolver nos alunos a criatividade e a capacidade de expressão escrita.
Assim, tomando como ponto de partida o poema de Sophia de Mello Breyner Andresen, os alunos foram incentivados a criar o seu próprio texto poético.


Vi florestas e danças e tormentos,
Cantavam rouxinóis e uivavam ventos
Nos céus atravessados por cometas.

Vi luz a pique sobre faces nuas,
Vi olhos que eram como fundas luas
Magnéticas suspensas sobre o mar.

Vi poentes em sangue alucinados
Onde os homens e as sombras se cruzavam
Em gestos desmedidos, mutilados.

Levada por fantásticos caminhos
Atravessei países vacilantes
E nas encruzilhadas riam anjos
Inconscientes e puros como estrelas.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Vi uma terra obscura
Onde tudo era assustador
Era uma prisão infernal
Todos eram estranhos e doentios
Onde os homens e as sombras se cruzavam
Onde o mundo das trevas vivia
Depois de lá ter passado alguns tempos
Comecei a aperceber-me que, afinal,
Tinha feito alguns amigos.
As celas eram terríveis
Eu estava lá sozinho sem falar com ninguém
E, quando dei por mim, já estava a enlouquecer
De tanta solidão.
Não havia amizade nem alegria,
Apenas a escuridão no meio do vazio,
Um lugar horrendo e frio
Mas eu tinha de resistir
À tentação de fugir,
Aquilo parecia o fim do mundo.
João Jorge - 9º C


Vi algo que nunca tinha visto,
Algo tão diferente.

Pingos de água caíam pelas faces,
Árvores formavam grandes traços.
Animais exóticos lá se encontravam,
Muito diferentes do que eu esperava.
A humidade era alta, mas isso não chegava
Porque na Selva onde eles viviam,
Os bens necessitados acabavam.

Beleza e tristeza numa grande união.
De um lado cor, do outro sombra
De um lado sol, do outro lua.
De um lado felicidade, do outro tragédia.
Como a fome prejudica e doenças matam
Num ambiente tão inesperado.

Vi algo tão aterrorizador,
Mas tinha grande disposição para ajudar
Alimentar pessoas e brincar com crianças
Era o objectivo que eu queria concretizar

Viajei para Camboja,
Onde vi o que estou a contar.
Um grande país, mas que necessita de muito
Iremos todos ajudar!
Laura Beysens -9º C


Voar por sítios nunca antes vistos,
Descobrir pessoas nunca antes conhecidas
Voar e cair em sítios impossíveis
Voltar e contar o que vi:
Coisas estranhas e raras
Como um sonho.

Eduardo -9º C

Vi um mundo estranho e diferente
Um mundo escuro e triste
Onde não havia amor nem paixão

Era uma prisão horrível
Os homens tinham um ar assustador
Parecia um inferno

Foi um julgamento injusto
Estava inocente,
Mas ninguém acreditava em mim

Agora, pago pela minha inocência,
Estava aterrorizado
Pois nunca tinha visto um lugar assim

Era um lugar de tristeza e de dor
Estava tudo em silêncio quando entrei
Ouviam-se os meus passos no chão frio.

Tinha apenas um amigo
Esse amigo era o meu irmão
Tinha cometido um crime
Só para me salvar.

Mesmo com ele não me sentia seguro,
Tinham todos um ar de loucura,
Apetecia-me fugir.

Mas tenho que aguentar
Tenho que mostrar que sou forte,
Mostras que consigo fugir sobreviver
A todas as barreiras

Tenho que superar este Inferno!

Pedro- 9º C


Fui ao Espaço
Naquela viatura,
Assustei-me
Pois aquilo era tudo menos Ternura

Cheio de medo
Não sabia o que fazer
Pensava.. pensava
Mas só queria era morrer

Atirei-me da nave
Era só escuridão,
E depois qual é o meu espanto
Encontrei a minha paixão.
Anónimo Teixeira - 9ºC


Observei e voltei a olhar,
Não acreditava no que via,
Pensava que era um sonho,
Mas afinal era realidade

Estava perante algo redondo,
Enorme, magnífico e brilhante
Não tinha a certeza do que era…

Depois de alguns segundos,
Já consciente do que se passava,
Fiquei aterrorizada
Estava em frente à lua!
Cláudia Pinto – 9º C


Vi seres estranhos
Que nunca pensei ver,
Muito diferentes
E mais espertos que nós.

Naquele planeta onde nem um ruído se ouvia
Não queria estar só;
Num lugar tão vazio,
Num lugar tão escuro,
Num lugar onde ninguém
Mas mesmo ninguém
Gostava de estar.

Das suas naves surgiram eles,
Os seres com aqueles
Olhos que brilhavam
No meio do escuro

Aluno do 9ºC

Era um prado azul
com flores suaves e brancas.
Voei com os pássarospor entre o arco-íris,
Sentindo as gotas e o vento na minha cara.
Era uma pena.
Voando pelo céu,
passando pelo sol, levada pelas correntes
Tanta coisa vi que nunca mais esquecerei.
Naquela paz imensa,
não mais queria voltar para terra que me viu partir.

Aluno do 9º C

A VIAGEM

Fui á china
Vi bacalhaus com pernas
Fui á Antártida
Engasguei-me com um osso de lula
Fui á amazónia
Um ET raptou-me
Fui a Marte
Só vi areia
Fui explorar
Encontrei repteis com penas
Fui esconder-me num buraco
Um tubarão peludo comeu-me
Lá dentro vivia um povo alienígena
Come eu era grande
Fui promovido a chefe e transformado em mutante.

Aluno – 9º C

quarta-feira, maio 16, 2007

Telepatia virtual?

1. Clicar na imagem para aceder a The Flash Mind Reader.
2. Escolher um número de dois dí­gitos ao acaso.
3. Somar os dois dígitos desse número.
4. Subtrair ao número o resultado da nossa soma.
5. Ver o sí­mbolo que corresponde ao número obtido.
6. Clicar no cí­rculo azul e... a máquina lê a sua mente!

ps: não é magia, é matemática.

quarta-feira, maio 09, 2007

O dia da Europa na nossa Escola

No dia 9 de Maio de 1950, Robert Schuman apresentou uma proposta de criação de uma Europa organizada, requisito indispensável para a manutenção de relações pacíficas.

Esta proposta, conhecida como "Declaração Schuman", é considerada o começo da criação do que é hoje a União Europeia.

Actualmente o dia 9 de Maio tornou-se um símbolo europeu (Dia da Europa) que, juntamente com a bandeira, o hino, a divisa e a moeda única (o euro), identifica a identidade política da União Europeia. O Dia da Europa constitui uma oportunidade para desenvolver actividades e festejos que aproximam a Europa dos seus cidadãos e os povos da União entre si.

Também a nossa escola se associa à celebração do Dia da Europa, promovendo uma série de iniciativas organizadas pelo Departamento de Ciências Sociais e envolvendo a comunidade educativa.


Os símbolos da Europa:
bandeira
hino
divisa
o euro

quarta-feira, maio 02, 2007

1.º de Maio


Perguntas de um operário letrado

Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilónia, tantas vezes destruida,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
Foram os seus pedreiros? A grande Roma
Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
Só tinha palácios
Para os seus habitantes? Até a legendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou as Indias
Sózinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
Quem mais a ganhou?

Em cada página uma vitòria.
Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?

Tantas histórias
Quantas perguntas

quarta-feira, abril 18, 2007

A Sociedade de Consumo

Os formandos do curso EFA (Educação e Formação de Adultos) do Agrupamento Escolas Egas Moniz, de Guimarães, propuseram-se abordar o tema de vida «A sociedade de consumo». No âmbito das questões geradoras «Consumimos muito, pouco ou o necessário?», «Compro por pressão da publicidade?» e «Onde comprar?», deliberaram concluir a sua formação com uma actividade integradora consistente na aquisição de determinados produtos, em diferentes estabelecimentos comerciais com o objectivo de compararem o preço dos produtos nos diversos estabelecimentos e publicitarem as suas conclusões.
Resolvidas as questões prévias, como definição de um conjunto significativo de produtos acessíveis e de primeira necessidade identificados com o mesmo código de barras, escolha de estabelecimentos comerciais mais frequentados, escolha da mesma data para a realização das compras, procedeu-se, no dia 6 de Janeiro, à segunda etapa do processo – realização das compras.

Certas dificuldades foram encontradas, a saber, alguns produtos não estavam disponíveis em todos os estabelecimentos e outros produtos estavam identificados com códigos de barras diferentes dos previamente escolhidos. Isso obrigou à suspensão de alguns produtos e de dois estabelecimentos previamente seleccionados.

Passando à etapa seguinte, todos os produtos foram rigorosamente etiquetados com a identificação do estabelecimento de origem.

Finalmente, procedeu-se à conclusão do trabalho com a elaboração dos gráficos que se seguem, para fácil leitura do preço praticado em cada estabelecimento visitado.

Deste relatório, previamente à sua publicação no jornal “Dom Egas”, foi dado conhecimento a todos os estabelecimentos envolvidos e mencionados no estudo.

(Curso EFA, B2 – Agrupamento de Escola Egas Moniz – Guimarães)








quarta-feira, abril 11, 2007

Portugal:revolução e transição para a democracia


Se recuássemos uns anos, até antes do 25 de Abril de 1974, não reconheceríamos Portugal.

Não havia liberdade. Existia censura, a actividade política, associativa e sindical era quase nula e controlada pela polícia política, havia presos políticos, a Constituição não garantia os direitos dos cidadãos, Portugal mantinha uma guerra colonial e encontrava-se praticamente isolado na comunidade internacional.

A informação e as formas de expressão cultural eram controladas, fazia-se uma censura prévia que abrangia a Imprensa, o Cinema, o Teatro, as Artes Plásticas, a Música e a Escrita. Não havia Liberdade.

A actividade política estava condicionada, não existiam eleições livres e a única organização política aceite era a União Nacional/Acção Nacional Popular. A oposição ao regime autoritário de Salazar e depois de Marcelo Caetano, era perseguida pela polícia política (PIDE/DGS) e tinha de agir na clandestinidade ou refugiar-se no exílio.

Os oposicionistas, sob a acusação de pensarem e agirem contra a ideologia e prática do Estado Novo, eram presos em cadeias e centros especiais de detenção (Caxias, Aljube Tarrafal). Não havia Liberdade nem Democracia.

A Constituição não garantia o direito dos cidadãos à educação, à saúde, ao trabalho, à habitação. Não existia o direito de reunião e de livre associação e as manifestações eram proíbidas. Não havia Liberdade.

Portugal estava envolvido na guerra colonial em Angola, na Guiné e em Moçambique, o que gerou o protesto de milhares de jovens e se transformou num dos temas dominantes da oposição ao regime, com especial realce para os estudantes universitários. Não havia Liberdade nem Paz.

Hoje é difícil imaginar como era Portugal antes do 25 de Abril de 1974. Mas, se pensarmos que, por exemplo, as escolas tinham salas e recreios separados para rapazes e raparigas, que muitos discos e livros estavam proíbidos, que existiam nas Rádios listas de música que não se podia passar, que havia bens de consumo que não se podiam importar, que não se podia sair livremente do país, que sobre todos os rapazes de 18 anos pairava o espectro da guerra, será mais fácil compreender porque é que a Mudança teve de acontecer e como é que Portugal se tornou diferente.

(Centro de Documentação 25 Abril / Universidade de Coimbra)

quarta-feira, março 21, 2007

A Primavera em Guimarães

Magnólia em flor na Praça de S. Tiago.

No dia Mundial da Poesia, chegou a Primavera

Já chegou a Primavera
vestida de alegre cor
tão verde, da cor da hera
traz uma esperança de amor.

A Primavera chegou!
Traz a cor do céu azul

O Sol ameno levou
a tristeza para o Sul

Quando chega a Primavera
fica mais belo o jardim.
Tão colorido. Oh! Quem dera
a Primavera sem fim.

Vou sentir na Primavera
aquele amor verdadeiro
O amor que sempre

espera ser um dia

o derradeiro.



(Alberto Caeiro, Guardador de Rebanhos)

quarta-feira, março 14, 2007

Jackson Pollock (1912-1956)

Jackson Pollock foi um dos mais importantes pintores americanos do séc. XX, sendo considerado o expoente máximo e radical do expressionismo abstracto.


Pollock utilizava sempre o sistema de dripping , ou seja o espargir directo de um tubo ou balde do qual cai a tinta. Esta vai cobrindo uma e outra vez a superfície da tela estendida horizontalmente no chão, daí resultando um denso emaranhado linear sem qualquer controlo ético ou estético, por vezes caótico.

Pollock teve o mérito incontestável de gerar o movimento da Action-Painting, termo que deriva de uma das características principais deste tipo de pintura: a velocidade de execução, o gesto, ou, o que é o mesmo, a pintura de acção.

A Action Painting retoma, também, o conceito central do surrealismo, que André Breton elaborou entre 1924 e 1929: o automatismo.

Pinta o monitor, à maneira de Pollock!


Clica na imagem e começa a atirar tinta para o monitor.

Jakson Pollock by Miltos Manenas, original flash animation by Michal Migurski.

quarta-feira, março 07, 2007

Romance

Meu amor,
Tu que fazes o meu mundo girar,
Não me deixes só,

O teu calor,
Aquece o meu rosto no Inverno,
O teu beijo,
Enreda-me num conto de fadas,
Os teus braços,
São o meu refúgio,
A tua voz,
A melhor declaração de amor do poeta.

Tu,
Tu que me olhas com ternura,
Tu que sempre disseste,
Amo-te,
Abraça-me e não me largues,
Pois eu apenas vivo para te ter,
O teu amor,
Acalma-me a alma,
Acelera o meu coração,

Tu,
Dás-me razões para viver,
E para te amar …

(Cátia Martins - 9.º G)

sexta-feira, março 02, 2007

Concurso "Mensagem de amor"


1º Lugar

No avião dos sonhos,
Vi-te desenhado no horizonte
Chorei lágrimas de amor,
Lágrimas de uma bela fonte.

Eras brilhante como o sol
Que custava olhar de gente
O meu grande coração
Era uma chama incandescente.

Os teus lábios eram rubis
Finos e vermelhos
Eram bonitos e simétricos
Que mais pareciam espelhos.

Quando vieste ao meu encontro
Nem conseguia respirar
Estava tão paralisada
Como o teu misterioso olhar

O amor é um labirinto
Difícil de solucionar
Mas aquilo que por ti sinto
Fez a solução chegar.

Ana Carolina Oliveira, 6º B, Nº 1



2º Lugar

O teu olhar é brilhante,
O teu sorriso um sol radiante.
Doce como o mel é a tua voz.
Fico doido quando estamos sós.

João Francisco Nogueira Oliveira, 6º B


3º Lugar

Não é muito
Mas é tudo o que tenho…

Não é mel
Mas é doce…

Não é algodão
Mas é fofo…

É um beijo meu
Enviado especialmente para ti
Com muito carinho e amor

Quando te sentires só
Pega no telemóvel
Escolhe o meu número!
Escreve um SMS!
E envia para mim.

Cláudia Sofia Monteiro Freitas, 5º D