terça-feira, janeiro 29, 2008

Procuram-se jornalistas!

O Jornal Dom Egas está a recolher colaborações (textos, desenhos, fotografias) dos alunos do nosso Agrupamento de Escolas para a sua próxima edição em papel, que será dedicado às questões do património, da história, dos monumentos, das tradições e da cultura em Guimarães, tendo em vista que a nossa cidade será a Capital Europeia da Cultura em 2012.

Os textos deverão ser entregues em ficheiro do Word, escritos em Times New Roman, corpo 12, não ultrapassando a dimensão de uma página A4 (até 2500 caracteres, incluindo espaços). Os desenhos poderão ser entregues em papel, sendo posteriormente devolvidos aos seus autores. As fotografias deverão ser entregues em formato digital.

A equipa coordenadora do Dom Egas seleccionará os trabalhos a publicar. Os três melhores serão premiados com livros.

Todas as colaborações deverão ser enviadas para o endereço de correio do jornal (egasjornal@gmail.com) ou entregues na Biblioteca da Escola, até ao próximo dia 18 de Fevereiro.

A equipa do Jornal

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Jornadas das Línguas

Decorreram na nossa Escola, no dia 16 de Janeiro, as “Jornadas das Línguas”. Esta iniciativa, prevista no Plano Anual de Actividades, foi dinamizada pelo Departamento de Línguas, com a colaboração da Biblioteca., tendo por objectivo dar a conhecer referências essenciais à caracterização dos universos culturais das línguas portuguesa e estrangeiras, de acordo com o nível de aprendizagem dos alunos.

Os professores do referido Departamento, acompanhado pelo distinto maestro da nossa escola, José Carlos, iniciaram a actividade com uma inaudita récita dos Reis, no átrio da escola, surpreendendo toda a comunidade escolar com aquelas vozes tão afinadas. Afinal os professores também sabem cantar! – Comentavam alguns alunos.

A Sala de Convívio estava toda engalanada! Bandeiras de Portugal, França e Inglaterra destacavam-se, ilustrando o acontecimento. Música, dança, projecção de apresentações em PowerPoint sobre os países já referidos contribuíram para lembrar o objectivo desta actividade. Todas as turmas foram escalonadas para que pudessem visitar o local. Algumas especialidades gastronómicas desses países foram saboreadas. A animação esteve sempre presente, sendo visível a alegria e o saudável convívio de todos os participantes. Num dos intervalos de aulas, no átrio da escola, dois alunos fizeram uma breve representação de “Romeu e Julieta”.

Para o almoço, a cantina também se esmerou. Foi servido um prato típico da nossa região, rojões à moda do Minho, que teve uma grande adesão. A decoração do espaço estava a condizer, nada foi deixado ao acaso.

De tarde, a animação não parou, os professores do Departamento de Línguas continuaram a surpreender-nos. Desta feita, constituíram um grupo de Jograis e declamaram poemas alusivos à actividade escolar. Estão todos de parabéns!

Eis os poemas “Cantares do Reis” e “Jograis”, elaborados pelo Departamento de Línguas.


Refrão:

Somos estrelas que lindas a brilhar
À nossa escola os reis vimos cantar.

As boas festas felizes, ditosas,
Nasceu o Menino e está sentado no meio de rosas.

Oh da escola, nobre gente
Escutai e ouvireis.
Deixai o vosso trabalho,
Vinde ouvir os Santos Reis.

Um Natal cada ano
Quase toda a gente tem,
Mas Natal todo o ano
Só as pessoas de bem.

O Conselho Executivo
Também queremos lembrar.
Tenham muita saúde
Para poder trabalhar.

Refrão

Dicas pr’aqui e pr’ali,
Sempre prontos a ajudar,
O “Pessoal Administrativo
Farta-se de trabalhar.

E para os Srs. Funcionários
Sempre na escola a lidar…
Esmerados no trabalho,
Têm sempre tudo a brilhar.

E também para a empresa
Que nos faz a refeição
O nosso muito obrigado
Do fundo do coração.


Refrão

E também para os alunos
Razão da nossa existência.
Votos de grande sucesso
E pr’a nós muita paciência.

Quem diremos nós que viva
Na folha do Limoeiro.
Viva o nosso “ensaiador”
Que é nosso companheiro.

Deus vos dê muita saúde
Pelo que tudo fazeis
E vos encha de venturas,
Que todos vós o mereceis.

A todos aqui presentes
Nesta roda vai e vem
Desejamos um Bom Ano
E até ao ano que vem.

JOGRAIS

Sonhamos um dia
ensinar o bem
sem olhar a quem.
Há uns anos,
exactamente doze,
Guimarães
viu inaugurar
uma escola que sabe ensinar.
E eu vou contar.
E eu vou dizer,
é um grupo resoluto,
impoluto,
exemplar,
mas quase sem estatuto.

São os docentes
e demais agrupamentos
trabalhadores,
incansáveis,
profissionais
gente comum,
gente honrada,
dedicada
e animada a construir
um mundo melhor.

Eles são audaciosos
generosos,
nobres pelo sentimento,
Fidalgos
pelo comportamento...
Dão o tempo,
dão alento,
esforço,
coragem.
Dão tudo o que podem
E, por vezes, o que não podem.
Mas não pensem
que são homens e mulheres
sisudos,
carrancudos.

Eles são pessoas de bem,
companheiros,
amigos verdadeiros.
Ao trabalho, não têm medo.
Não é segredo.
Eles são decididos
destemidos,
combativos,
lutando pelo sucesso.

Trabalhos,
são mais do que muitos.
Éa sala de apoio,
mais a sala de estudo.
Mas ainda não é tudo.
É a oficina das línguas,
é a oficina da escrita,
é a direcçao de turma
E não ficamos por aqui
P’ra eles ,
Não há liimite.

A agitação continua,
Nunca vi energia igual
É baril,
Actividades,
são muitas:
Corta-mato escolar,
Festa de Natal
Visitas de estudo
Campeonato de ortografia
Olimpíadas da Matemática
Jornadas das línguas
Comunhão Pascal
Olimpíadas da Química
Semana da Europa
Torneios
Baile de finalistas
Projecto CRIIE
Jornal Dom Egas
Clube de Fotografia
Desporto Escolar,
Clube de Artes
Plano Nacional de Leitura
Projecto

Artes Na Escola
Saúde
Em Meio Escolar
Objectivo 2012
Civismo,
Indisciplina e
Cidadania,
Festa de encerramento

Nunca vi energia igual
ano a ano
A Escola é percorrida,
palmilhada
E não há nada que lhes faça
impedimento.
Que mais se quer?
Ou se pretende?
Uma escola
tal gente ter
melhor?
Não pode haver.

Não há mágoa
Não há tempo
Que os faça desanimar
Porque todos têm o objectivo
Os alunos ensinar.

Eis mais algumas fotos ilustrativas das "Jornadas das Línguas":

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Ida ao Teatro: O Principezinho

Conforme estava previsto, os alunos do 2º ciclo da nossa Escola foram, no dia 9 de Janeiro, ao Teatro Rivoli, no Porto, assistir à peça “O Principezinho”, concebida pelo encenador Filipe La Féria a partir da obra "O principezinho", de Antoine de Saint-Exupéry.

Os alunos e os professores que os acompanharam fizeram a viagem até ao Porto de comboio, o que constituiu uma novidade. É de realçar que para muitos alunos foi uma surpresa utilizar este meio de transporte, para alguns até foi a primeira vez que andaram de comboio.

Para saber como decorreu esta actividade, nada melhor que transcrever algumas opiniões de alguns alunos.

“Quando chegámos à estação tínhamos um comboio só para nós. Partimos de Guimarães com destino ao Porto, São Bento… Passámos pelo rio Ave e o rio Douro. … Chegámos lá e sentámo-nos. O espectáculo ia começar… Era um homem que viajava no seu avião até que acabou a gasolina e aterrou no deserto. Foi aí que apareceu o Principezinho e lhe descreveu o seu planeta que tinha três vulcões e uma flor …” Tiago Francisco, 5º B.

“…Gostei de ver o piloto a desenhar uma caixa e oferecê-la ao Principezinho com a intenção de que este visse lá dentro a ovelha que tinha mandado desenhar. O Principezinho adorou”. João Augusto Ascensão, 5º B”

“Pelas 10.30 h. chegámos ao Teatro Rivoli todos ansiosos e mal apagaram as luzes, o silêncio e a atenção instalaram-se na sala … Uma das cenas que mais gostei foi a dos bêbados por ter sido muito divertida. Na vinda para Guimarães todos falavam da peça, embora cada um apresentasse diferente interpretação, pois como foi lá dito “não se vê as coisas com os olhos, vêem-se com o coração”. (Joana Mota – 5º B)

“Nunca me vou esquecer deste dia de Janeiro que tinha nuvens no céu e pouco sol, mas foi um dia muito alegre para todos nós”. (Arlindo Pinto, 5º B)

“… Vejam o Teatro do Principezinho. Garanto-vos que se vão divertir e adorar!” (Rita Daniel, 5º B)


segunda-feira, dezembro 17, 2007

Festa de Natal 2007

Foi com grande brilho que decorreu na passada sexta-feira, dia 14 de Dezembro, a já habitual Festa de Natal, na Escola Egas Moniz, destinada aos alunos do 2º Ciclo.

Quase todas as turmas representaram as suas peças com muita dedicação, cor e movimento, estando todos de parabéns. Os alunos, juntamente com os seus professores, assistiram com interesse e entusiasmo. A música e a cor foram uma constante, dando a perceber o muito trabalho que os professores dinamizadores tiveram, nomeadamente os de EMRC e Educação Musical, para colocar de pé esta bela festa de Natal.

Na parte final foram entregues, pela Presidente do Conselho Executivo, os diplomas de mérito aos melhores alunos do ano lectivo 2006/2007.

Eis algumas imagens que ilustram o entusiasmo de todos aqueles que representaram, transmitindo a alegria própria do espírito de Natal.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Festa de Natal


Realiza-se no próximo dia 14 de Dezembro, na conclusão do 1º Período, a tradicional Festa de Natal do Agrupamento de Escolas Egas Moniz, organizada e dinamizada pelo grupos disciplinares de EMRC e Educação Musical.

Esta iniciativa tem como objectivos comemorar o Natal e proporcionar à comunidade educativa a vivência de valores como a partilha, o respeito, a amizade e a solidariedade.

A festa das escolas do 1º Ciclo e Jardim de Infância (Pégada e Santa Luzia) do Agrupamento, decorre no Salão Nobre da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Guimarães, com início às 14 horas.

Por sua vez, para o 2º Ciclo, a Festa está marcada para o Pavilhão Gimnodesportivo da Escola Egas Moniz, da parte da manhã.

O programa para o 2º ciclo é o seguinte:

Canções de Natal – 5º D, 5º E e 5º F
Encenação – “O bode que queria ser cantor” – 6º C
Canção “Just Girls” – 6º B e 6º C
Dança “Umbrella” Rihanna – 6º A
Dança “50 Cent and Justin” – 6º B
Encenação “As cores do arco-íris” – 5º F
Rapsódia de canções inglesas – 5º A
Dança de Natal – 6º D
Encenação “O Melhor do Natal” – 6º E
Dança “Santa Claus is comin to town” – 5º G
Dança “Lollipop Mika” – 6º A
Reisadas – 6º D

Durante estas festas, serão entregues os diplomas de mérito aos melhores alunos do ano lectivo 2006/2007.

Para os alunos do 3º ciclo está prevista a sua ida a uma sessão de cinema nos Cinemas Castello Lopes, da parte da manhã, acompanhados pelo Director de Turma e outro professor.

Da parte da tarde, para os alunos do 9º ano, realizar-se-á, entre as 14h00 e as 17h00, um torneio de futsal masculino e feminino, no pavilhão e campo de jogos.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Nicolinas, dia 4: O Pregão

Pregão 2007. Foto obtida aqui.
O dia 5 de Dezembro é o dia do pregão nicolino, antigamente mais conhecido por bando escolástico. Esta tradição tem a sua origem no costume de se mandar apregoar pelas ruas e praças ordens régias, decisões camarárias, anúncios de nascimentos, casamentos ou mortes na família real.

O cortejo do pregão, acompanhado por um toque de tambores próprio deste número, é aberto por um estudante a cavalo, empunhando a bandeira da Academia, escoltado por uma comitiva vestida a rigor, a pé ou a cavalo.

Atrás, seguindo no carro do pregão, puxado por cavalos, segue o pregoeiro, trajando a preceito, com batina, calça, sapatos pretos, colete, camisa branca de bicos, luvas brancas e laço branco, e com o rosto encoberto por uma mascarilha. De cima do carro, o pregoeiro declamava, em alta voz, o pregão: um longo texto em verso por onde passavam as referências à tradição nicolina, as alfinetadas no governo municipal, as alusões galantes ou brejeiras às damas.

Nos tempos que correm, o pregão é lido em sete pontos da cidade, perante o aplauso e os sorrisos das gentes que se juntam para assistirem a uma tradição cujas origens se perderam no tempo. Muitos dos pregões nicolinos são peças literárias memoráveis. Entre os seus autores contam-se nomes como João Evangelista de Morais Sarmento, Cónego António de Oliveira Cardoso, Prof. Pereira Caldas, Francisco Martins Sarmento, Bráulio Caldas, João de Meira, Gaspar Roriz, Jerónimo de Almeida ou Carlos Poças Falcão.

terça-feira, dezembro 04, 2007

Nicolinas, dia 3: O Magusto e as Posses

Novos e velhos estudantes nas posses. Fotografia das posses de 2005, obtida aqui.

Boa parte da tradição Nicolina dos dias de hoje nasceu de uma uma renda, que incluía castanhas e maçãs, paga aos coreiros da Colegiada de Guimarães em Santo Estêvão de Urgezes. Com essa renda, os estudantes faziam um magusto no Toural, para cuja fogueira os oleiros da Cruz de Pedra contribuíam com o combustível. A renda deixou de ser paga na década de 1830, com a extinção dos dízimos, mas o Magusto nicolino sobreviveu até aos nossos dias.

Um outro número das Nicolinas são as Posses, que têm lugar no mesmo dia do magusto (4 de Dezembro). As Posses andam relacionadas com o legado de Urgezes e com o costume de os estudantes, neste dia, andarem pelas casas mais abonadas de Guimarães a pedir para um lanche (ou ceia) melhorado. Com o tempo, as Posses tornaram-se num cortejo nocturno, em que os estudantes andam pelas casas exigindo que lhes dêem as posses da tradição:

Venha a posse!

E venha a posse!

A posse é nossa!

Depois de alguma insistência, as ofertas são, por regra, entregues em cestos que são descidos por cordas a partir de uma janela ou varanda. Nas Posses, os estudantes recebem ofertas que incluem figos secos, pão-de-ló, frangos, chouriços, presunto, vinho, aguardente.

Algumas das tradições destas já só persistem na memória, como a posse das uvas, na qual um estudante subia por uma velha cepa que trepava encostada a uma casa da Praça de S. Tiago, para colher um cacho de uvas, ou a do Cucusio, que Raul Brandão descreveu no romance A Farsa:

“[…] um jorro humano estaca diante dum prédio emudecido e escuro, os clamores e a música cessam e a bicha, depois de ondular, atende ansiosa. Novelos sobre novelos as nuvens continuam lá em cima a sua desordenada e eterna correria sem fito.

O pendão camarário oscila, há um baque, e, grave como quem cumpre um rito, o Testa destaca-se do grupo e avança limpando da careca o suor das grandes solenidades. Diante do prédio, no silêncio e na noite, três vezes chama:

— Cucusio! cucusio! cucusio!...

Nada. Ninguém responde, e um frémito percorre a turba que espera sempre, milhares de cabeças erguidas no ar, as bocas abertas como peixes diante da casa negra e cerrada. Para o fundo no negrume outros, e mais outros envoltos na escuridão, atendem também como quem espera um milagre. E ouve-se no silêncio a chuva cair, miúda, pegajosa, eterna. Pela fresta duma janela lá se escoa por fim uma ténue claridade — e ao fundo estremece, silenciosa e compacta, a canalha comovida e atenta, até que, avançando com imponência mais dois passos, o Testa, como quem invoca, implora e ordena, torna:

— Cucusio!...

Sente–se abrir o postigo do prédio e uma voz comovida responde afinal ao apelo:

— Pronto, meus senhores, cá está o Cucusio!...

E logo assoma ao peitoril do primeiro andar, alumiado pela chama vacilante da vela, um monstruoso traseiro — como, desde tempos imemoriais, é obrigação daquela família, na véspera do santo, transmitida religiosamente de pais para filhos, mostrá-lo à vila. A charanga ataca o hino, os tambores ao mesmo tempo rufam, os urros estrugem, o pendão oscila levado pelo Testa, no alto daquela onda[…].”

Nicolinas, dia 2: As Roubalheiras

O Toural com o produto das Roubalheiras Nicolinas. Foto obtida aqui.

As roubalheiras são a transposição para as Nicolinas, festa de natureza urbana, de uma antiga tradição do mundo rural, que normalmente tinha lugar por altura das festas do S. João ou do S. Pedro, que no Minho são conhecidas por atrancadas. Consistiam em roubar carros de bois e apetrechos agrícolas e com eles bloquear (atrancar) os caminhos. O etnógrafo vimaranense Alberto Vieira Braga descreve uma outra variante deste costume, que tinha lugar em Guimarães na noite de S. João:

Juntam-se alguns mocetões e tratam de apanhar pelos lavradores da freguesia o que estes deixaram ao sereno, e vá de arrastar toda a cangalhada para o adro da igreja, adornando o cruzeiro, a torre, e as árvores próximas com vasos, trastes e apeirias de toda a casta a que puderam deitar mão.

Assim faziam os estudantes de Guimarães, depois do magusto das Nicolinas. Espalhavam-se pela cidade e deitavam mão a tudo o que pudessem alcançar, desde vasos a animais domésticos ou placas de sinalização, com que depois enfeitavam o pinheiro, que se erguia no Toural, onde depois os seus donos os iam recolher. Porque os verdadeiros amigos do alheio aproveitavam as tropelias dos estudantes para encobrirem a sua actividade delituosa, este número das Nicolinas foi extinto em 1972. Seria retomado em 1998, com uma pequena variante: os roubos passaram a ser acompanhados pela Comissão da Festa e pela Polícia Municipal, deixando de ter dia certo, sendo a respectiva data mantida em segredo.

Foi assim que, na última segunda-feira, os vimaranenses foram surpreendidos com o Toural atrancado com a tralha das roubalheiras nicolinas. Segundo a organização, tudo correu como o esperado. Os proprietários dos objectos pilhados lá os foram recolher, como de costume, com bonomia ou com sorrisos mais ou menos amarelos.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Vem aí o Monumento ao Nicolino

Antevisão do monumento nicolino, de José de Guimarães. Imagem obtida aqui.

Ainda este ano, as festas Nicolinas serão celebradas com uma escultura-monumento, concebida pelo artista vimaranense José de Guimarães. A escultura evoca a capa usada pelos nicolinos, a ondular, representada a vermelho, em vez do preto tradicional. A inauguração esteve inicialmente prevista para o dia do Pinheiro, mas teve que ser adiada, por razões técnicas. A escultura, que foi produzida numa oficina de Alcochete, ficará implantada perto da nossa escola, junto à igreja dos Santos Passos, no mesmo lugar onde é enterrado o pinheiro que anuncia as festas dos estudantes. A sua instalação será acompanhada por José de Guimarães.

De seu nome completo José Maria Fernandes Marques, o autor do monumento ao nicolino adoptou o nome artístico de José de Guimarães como homenagem à terra que o viu nascer no dia 25 de Novembro de 1939. Depois de completar os estudos secundários em Guimarães e em braga, ingressou na Academia Militar, arma de Engenharia. Licenciou-se em Engenharia no ano de 1965. Entre 1967 e 1974 esteve em Angola. O contacto com a cultura e a arte africanas marcará profundamente a sua obra.

José de Guimarães é hoje uma das figuras mais destacadas na nossa arte, gozando de assinalável reconhecimento internacional. Obras de sua autoria estão espalhadas pelos quatro cantos do mundo.

Saber mais sobre José de Guimarães.


Nicolinas, dia 1: O Pinheiro

Hoje é o dia em que se anuncia a Guimarães e ao Mundo que os estudantes vimaranenses estão em festa. Seguindo uma velha tradição do Minho, o anúncio é feito erguendo ao alto uma bandeira que se manterá erguida enquanto as festas durarem: o pinheiro. Este é um número das festas Nicolinas que, ao longo das últimas décadas, têm ganho uma maior dimensão, acabando por se tornar em algo mais do que o momento que marca o início das festividades, passando a ser o seu acto mais participado e imponente.

Esta é a noite, em que, segundo um costume muito antigo, os velhos (os antigos estudantes) transmitem a tradição nicolina aos novos (os que agora frequentam as escolas de Guimarães). Esta é também uma noite de saudade e reencontro, em que sucessivas gerações de estudantes se juntam para a ceia nicolina e para acompanharem o cortejo que levará o pinheiro até ao local onde será levantado, junto à igreja do Campo da Feira. Nesta noite, que só termina depois do sol nascer, milhares de estudantes, velhos e novos, enchem a cidade com o som cadenciado das caixas e dos bombos com que acompanham o cortejo do pinheiro, que se mistura com o ranger dos muitos carros de bois que transportam o grande mastro e com a música da banda que o acompanha.

Com o pinheiro erguido, as festas estarão começadas.

Que viva S. Nicolau, padroeiro dos estudantes de Guimarães!


terça-feira, novembro 27, 2007

Aí estão as Nicolinas

Na Idade Média europeia, como já vimos, eram muito populares as festas dedicadas a S. Nicolau, Bispo de Mira.

S. Nicolau, protector das crianças e dos estudantes, era celebrado pelos estudantes e moços do coro das catedrais, em festas com alguns traços carnavalescos, onde havia brincadeiras que, não raras vezes, eram proibidas pela Igreja.

Guimarães não tinha propriamente uma catedral, mas tinha uma igreja, a da Colegiada da Oliveira, com dignidade de sé catedral, cujos moços do coro costumavam celebrar o dia de S. Nicolau (6 de Dezembro), escolhendo, de entre eles, um jovem que se vestia de bispo ou cardeal e andava pelas ruas e praças da velha vila, em cortejo folião, distribuindo benzeduras a quem passava.

Ao longo do tempo, as festas a S. Nicolau foram-se transformando, e alargando o seu calendário. Na maior parte do século XIX, resumia-se à entrada do pinheiro, que funcionava como uma bandeira que proclamava que os estudantes estavam em festa, ao anúncio da festa, no dia 5 de Dezembro, e à festa propriamente dita, no dia seguinte. Mais tarde, o programa passou a estender-se desde 29 de Novembro até 7 de Dezembro. Assim se mantém nos dias de hoje, com os seguintes “números” nicolinos:


Cortejo do Pinheiro (29 de Novembro)

Novenas (1 a 7 de Dezembro)

Posses (4 de Dezembro)

Magusto (4 de Dezembro)

Pregão (5 de Dezembro)

Maçãzinhas (6 de Dezembro)

Danças de S. Nicolau (6 de Dezembro)

Baile Nicolino (7 de Dezembro)

Roubalheiras (dia não divulgado)

sexta-feira, novembro 23, 2007

"O Principezinho" - nova data

Conforme já demos notícia, estava previsto os alunos do segundo ciclo assistirem ao espectáculo " O Principezinho", no Teatro Rivoli - Porto, no dia 14 de Novembro. Contudo, por motivos alheios à nossa escola, o espectáculo foi adiado para o dia 9 de Janeiro de 2007. A sessão realizar-se-á pelas 10.30 horas, com a participação de cerca de 260 alunos, acompanhados por 24 professores.

Esta ida ao Teatro destina-se a desenvolver nos alunos hábitos e interesses culturais, despertando-os para os valores da amizade e da solidariedade e contribuindo para o seu desenvolvimento integral.

quinta-feira, novembro 22, 2007

A Arte da Escrita

Este espaço destina-se, antes de mais, à publicação de textos produzidos pelos alunos, de modo a que se sintam cada vez mais motivados a desenvolver a arte da escrita. Deste modo, damos início, neste ano lectivo, à primeira publicação de um desses trabalhos, seleccionado para o efeito. Está lançado o desafio para que outros sigam o exemplo. Mãos à obra!


A Amizade

A amizade é apoiar alguém nos bons e maus momentos, sem esperar nada em troca. A amizade é também ajudar, partilhar, ser compreensivo e aceitar o amigo como ele é.

A amizade às vezes vê-se nos pequenos gestos, como podemos observar no caso do João. O João estava muito triste sem saber o que fazer, por mais que pensasse…

- Olá, João! -disse o Pedro, tocando-lhe no ombro.

- Olá, Pedro - respondeu o João com um olhar triste.

- O que se passa contigo? Nunca te vi assim tão triste - perguntou o Pedro.

- É que os meus pais fazem hoje aniversário de casados e eu com o dinheiro que tinha comprei uma moldura para lhes oferecer. Mas tive azar, sem querer deixei-a cair ao chão e o vidro partiu-se aos bocadinhos - explicou o João, cada vez mais triste.

- Isso não é nada, eu ajudo-te a encontrar uma solução! – disse o Pedro muito entusiasmado.

Passaram a hora seguinte em casa do Pedro, com tintas e aguarelas a pintar um belo quadro.

- Vês como há sempre solução. Acho até que vão gostar mais, porque foste tu que fizeste! – disse o Pedro, feliz pelo amigo.

- Pois acho que tens razão, obrigado por me ajudares. És um grande amigo!

Isto foi uma verdadeira prova de amizade.

Nuno Machado, 5.º A, N.º 20

S. Nicolau: a tradição

As Festas Nicolinas, que estão aí à porta, têm a sua origem nas festividades que, durante a Idade Média, eram dedicadas ao Bispo de Myra (na actual Turquia) S. Nicolau, cuja vida decorreu entre os anos de 270 e 313 depois de Cristo.

Conta-se que na terra natal de S. Nicolau viviam três irmãs que, por serem pobres, não se podiam casar por falta de dinheiro para os respectivos dotes. O seu pai terá decidido vendê-las, assim atingissem a idade de casar. Nicolau soube desta intenção e, quando a rapariga mais velha estava para ser vendida, atirou, durante a noite, pela janela da casa do pobre homem uma bolsa com ouro suficiente para o dote, que caiu numa meia que estava a secar junto da chaminé. Fez o mesmo quando a segunda filha atingiu a idade adulta. O pai, desconfiado, escondeu-se para descobrir de onde viria tanta bondade. Acabou por reconhecer Nicolau e logo espalhou a fama da sua generosidade.

Mais tarde, S. Nicolau estaria na origem de alguns milagres em que foram salvas crianças, tornando-se seu padroeiro. É por isso que, geralmente, é representado com três crianças aos pés.

Os holandeses, que o conheciam por Sinter Klaas, levaram para a América, ainda no século XVII, a tradição de dar presentes às crianças, com base na lenda de S. Nicolau. Assim nasceria a figura de Santa Klaus, o Pai Natal que todos conhecemos nos dias de hoje.

Os estudantes de Guimarães celebram S. Nicolau, todos os anos, entre o dia 29 de Novembro e o dia 7 de Dezembro, mantendo uma tradição que perpetua o culto que antigamente lhe era feito pelos meninos do coro das antigas catedrais e colegiadas.

Saber mais sobre S. Nicolau

quarta-feira, novembro 21, 2007

Ida ao teatro

Os alunos do 5º Ano, das turmas A e B, foram ao Centro Cultural de Vila Flor, no dia 20 de Novembro, assistir a um Teatro de Marionetas, intitulado “A Pequena Fábrica de Pinguins”, acompanhados pelas Directoras de Turma e outros Professores das respectivas turmas.

Este espectáculo, interpretado por três personagens femininas, foi falado numa língua imaginária, o turakiano. Estava cheio de magia e mistério, recorrendo quase exclusivamente à “animação” de objectos e fez-nos reflectir como é possível inventar uma linguagem imaginária, comunicando através dela.

A história passa-se num laboratório clandestino onde dois irmãos gémeos acompanham o desenvolvimento dos ovos pinguim. Três seres pequeninos guardam e protegem estes ovos até à hora da sua eclosão, o nascimento do pinguim ideal.

A partir do visionamento deste espectáculo, os alunos ficaram com um excelente ponto de partida para falar de poesia, dar azo à sua imaginação, observar diferentes maneiras de ver o mundo, temas que podem ser aproveitados para a produção da escrita.

A primeira impressão com que ficaram os alunos é que o espectáculo foi de difícil compreensão, ficando com muitas dúvidas no ar, faltando talvez um momento de discussão e análise, no final da sessão, para que pudessem perceber o alcance e objectivos das cenas representadas. Julgo que nas aulas, os alunos poderão colmatar essas dificuldades se explorarem e analisarem o que viram.

terça-feira, novembro 20, 2007

Curso EFA/B3: Magusto de S. Martinho


Quadras de S.Martinho 2007


Somos do curso EFA
um grupo bem unido
povo trabalhador
mas também divertido.

Aqui estamos reunidos
para festejar o S. Martinho
comemos rojões e castanhas
e provamos o vinho.

A razão da nossa festa
não e só comer e beber…
neste dia de S. Martinho
muito podemos aprender!

S. Martinho era guerreiro!
não sou eu que o digo…
oiçam lá esta história
e vejam como era amigo.

Como era militar
atravessava as montanhas
quando a fome apertava
apanhava castanhas.

Numa dessas aventuras
chovia que deus a dava!
encontrou um mendigo
que mal se arrastava.

Descendo do seu cavalo
o homem foi ajudar
rasgando a sua capa
para o agasalhar.

Estava um frio de rachar,
não parava de chover!
com a capa do S. Martinho
o pobre começou aquecer.

O mendigo agradeceu
um gesto com tanto amor!
logo parou de chover
e fez-se um dia de calor.


Texto colectivo dos formandos do curso EFA

Rastreio visual

Nos dias 8, 9 e 10 de Outubro, realizou-se na Escola EB 2,3 Egas Moniz um Rastreio Visual, levado a cabo pelos Técnicos de Optometria das “Ópticas Minho”.

Foram abrangidos por este Rastreio todos os alunos do 5º ao 9º anos, tendo-se apurado que:

- Em 72% dos alunos não foram detectadas anomalias visuais;

- A 28% dos alunos foi recomendada uma posterior consulta médica.

Estes Rastreios revestem-se de enorme importância para a população estudantil, uma vez que permitem a identificação precoce de problemas visuais que, ao não serem corrigidos, podem ser comprometedores do sucesso escolar dos alunos. Realça-se ainda que, para muitos alunos, os Rastreios Visuais em ambiente escolar, constituem a primeira oportunidade de despiste a que são submetidos.

O Grupo de Promoção da Saúde em Meio Escolar

quinta-feira, novembro 15, 2007

Concurso: Alberto Sampaio - Artes e Letras

Para assinalar o primeiro centenário da morte de Alberto Sampaio, que acontecerá no dia 1 de Dezembro de 2008, historiador vimaranense, autor das Póvoas Marítimas e das Vilas do Norte de Portugal, obras cuja repercussão na nossa historiografia lhe valeu o estatuto de pioneiro da história económica em Portugal.

O programa das comemorações organizadas pelo Museu de Alberto Sampaio, pela Sociedade Martins Sarmento, Câmara Municipal de Guimarães e pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, tem início a 1 de Dezembro de 2007, em Guimarães, a terra natal do historiador, e encerra em Vila Nova de Famalicão, a 1 de Dezembro de 2008, dia em que se assinala o centenário da sua morte.

Entre as actividades previstas, irá ser organizado o concurso "Alberto Sampaio: Artes e Letras", dirigido às escolas dos concelhos de Guimarães e de Vila Nova de Famalicão, ao qual poderão ser submetidos trabalhos de texto ou de artes plásticas. O regulamento do concurso está disponível na Biblioteca da nossa Escola.

Texto colectivo

Durante a Feira do Livro decorreu a actividade “Expressão Escrita” que consistiu num trabalho colectivo em que em cada aluno participante escrevia quatro palavras num painel, tentando compor um texto com sentido e imaginação. Eis aqui o resultado:

O Outono


Era um Outono agreste e chuvoso. O vento soprava com intensidade e as folhas cobriam o chão da Escola. Os meninos pisavam o tapete das folhas que estalavam como castanhas assadas.

Era um tempo quente! Era o Verão de S. Martinho! O sol espreitava envergonhado, porque felizmente havia árvores frondosas a escondê-lo.

O Rafael estava entusiasmado com o magusto da Escola. Os preparativos estavam a correr lindamente e, lá fora, preparavam-se as fogueiras. Uma onda de calor envolvia o espaço envolvente. Os olhos das crianças cintilavam só de pensar nas gostosas castanhinhas. Na sua boca podiam sentir quente e frio, doce e amargo, tudo o que as suas mentes imaginavam.

Era um Outono cheio de folhas que caíam ao sabor do vento. Olhem, olhem as folhas!

quinta-feira, novembro 08, 2007

Feira do Livro

Está a decorrer na nossa escola mais uma edição da Feira do Livro, que termina hoje, dia 8 de Novembro. É uma iniciativa da responsabilidade e dinamização do Departamento de Línguas, em colaboração com a Biblioteca, deste estabelecimento de ensino, tendo por objectivo incentivar o prazer da leitura, de modo a proporcionar aos alunos o contacto com os livros, podendo-os também adquirir por um preço mais acessível.

Este certame teve um momento alto, na terça-feira, com a presença da escritora Ana Macedo, tendo originado grande interesse e entusiasmo junto dos alunos das turmas envolvidas e ao mesmo tempo fomentado o gosto pela leitura e do saber ler.

Todas as turmas estão a ter visitas guiadas, sendo acompanhadas pelos respectivos professores, de forma a incentivá-los para a leitura e valorização do livro.

Entre outras actividades relacionadas com a escrita e a leitura, os alunos têm também oportunidade de no tempo de visita poderem folhear os livros e seleccionar uma frase ou expressão que mais os entusiasmasse e transcrevê-la numa folha aí disponível para depois ser afixada num painel.

Até ao momento, esta feira tem sido um êxito não só pelas visitas já efectuadas, mas também pelo número de livros adquiridos, o que confirma o interesse manifestado por toda a comunidade escolar – alunos, professores e encarregados de educação.

O grupo dinamizador está de parabéns! Iniciativas como esta são sempre louváveis, pois permitem uma maior aproximação a novas aprendizagens, contribuindo para o sucesso educativo dos alunos. A avaliação final não pode deixar de ser positiva, pois até ao momento, segundo informações da equipa dinamizadora, já foram muitos os livros reservados e vendidos, tendo havido uma grande afluência de leitores, o que confirma a existência de muitos amantes da leitura.